quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Bancos, lata e muito merdum

A publicidade do novo banco 'Novo Banco', passo a redundância e não é só aqui que parece um nome, vá lá... parvo, já anda a rodar na rádio. Entre outras coisas, algumas verdadeiras, outras nem tanto, dizem e passo a citar "com a experiência confirmada de mais de 6000 colaboradores". Ora toda a gente sabe ou se não sabem deviam saber, o monte de esterco, enganos e falcatruas em que este banco vai nascer e, ao que tudo indica, florescer... pelo menos até serem apanhados na curva outra vez. Entretanto o que mais me incomoda, além do óbvio, é a desfaçatez e a lata de usarem o argumento da "experiência confirmada" dos mais de 6000 colaboradores, sabendo-se que muitos deles vão deixar brevemente de "colaborar"... ts ts ts

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Vida, humor e combustão espontânea

Sem dúvida que os indivíduos mais irrequietos, brilhantes e capazes de puxar pelo melhor nos outros, possuem mentes atormentadas. Têm personalidades desequilibradas e emocionalmente danificadas. Questionam-se a todo o momento, são extremamente exigentes consigo próprios e levantam constantemente a fasquia, aperfeiçoando-se sobretudo na sua forma de dar, potenciando em igual medida a sua capacidade de sentir e por vezes é demais, não aguentam tudo o que o mundo lhes oferece e o que o reconhecimento lhes traz, sendo invariavelmente o combustível que os faz andar mais e melhor e muitas vezes os incendeia por dentro! Dão muito, expõem-se mais, entregam-se demais e depois ficam vazios, consumidos pelo desequilíbrio que é viver cada segundo no fio da navalha, no momento, tanto dentro de si como à volta e no meio dos outros. É extenuante e nefasto, como se comprova: os melhores partem sempre mais cedo.
Robin Williams era um ser humano excepcional, cheio de defeitos e contradições mas amável, disponível e dono de uma sensibilidade, humor e inteligência fora do normal, uma pessoa única, que deixa marcas indeléveis e muito para se ver, ouvir e sentir bem para além do ainda assim pouco tempo que por aqui andou. Sofrendo ou não, teve uma vida cheia e deixa belíssimas recordações.
Atrevam-se a ver filmes dele como Dead Poets Society, Good Will Hunting, Fisher King e tantos outros, mas principalmente a fazer standup comedy (Weapons of Selfdestruction), onde ele estava completamente à vontade e era (muito mais) ele próprio.
Não se perde só um grande actor e um marcante standup comedian, perde-se sobretudo um ser humano de enorme valia e valor.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Telemóveis espertos, normais e chatos

A pior coisa que aconteceu a quem tem telemóveis 'normais' foi terem aparecido os smartphones. Já não faço parte deste primeiro grupo, sou dos chatos que envia mensagens como se fosse 'chat' e mói os desgraçados que do outro lado passam o tempo todo a ouvir o telemóvel apitar a cada sms que recebem... no meu caso, a cada 'enter' que teclo!
De vez em quando lá oiço o sermão: "epá, que maluqueira de ésse-eme-ésses demoníacos quando falamos por mensagem! aquilo apita que nem doido a cada 3 segundos! tu orienta-te porque se me dá uma tataínha manhosa!"