terça-feira, 15 de maio de 2018

Desporto, futebol e o carroceiro do BdC

Hoje e publicamente, desvinculo-me completamente do Sporting!

...porquê!?

O meu avô era do Benfica e o meu tio-avô foi guarda-redes na equipa principal do SLB, mas era o clube da maioria e sentia que não era para mim.

Escolhi ser do Sporting em 2000 porque a festa foi espectacular e achei que fazia sentido torcer por um clube português (antes disso só seguia o trio de portugueses no Barcelona).

Ser de um clube que ganha poucas vezes mas que pontualmente faz jogos verdadeiramente notáveis fez-me ter orgulho e aprender a ver o futebol como algo positivo e memorável, com momentos unicamente deliciosos. Tinha orgulho em ser do Sporting!

Fui desportista federado durante bastantes anos e penso que o Desporto deva ser um misto equilibrado de arte, engenho, entretenimento e indústria, completamente voltado para as pessoas - os adeptos e simpatizantes, as famílias e principalmente as crianças e os jovens - fomentando bons princípios e valores éticos, capaz de mexer positivamente com as nossas emoções e ajudando a edificar o nosso carácter, personalidade e saber estar em sociedade.

Sobre o Futebol em concreto, havia muito para dizer sobre as televisões, os horários dos jogos, os interesses instalados, os jogos de bastidores, as dinâmicas de poder... mas sinceramente, agora só quero relembrar que na altura da situação que envolveu o Marco Silva, disse que este carroceiro do BdC ia fazer muito mal ao futebol... e está à vista! O clube está a saque e o futebol está completamente contaminado e desvirtuado.

Não sou sócio do Sporting, não sigo outras modalidades para além do futebol masculino de 11 e como adepto e simpatizante perdi completamente o interesse e até ganhei asco!

Há mais vida para além disto.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Música, não música e WTF!?

De forma inusitada e completamente sem querer - mesmo! - ao fazer zapping dei com o Blitzmag na SIC Radical e estou estupefacto...

Não me lixem, mas nada do que lá passou e se falou é música... pode ser som, pode ter o seu interesse (!?), mas nada daquilo é música!!

Porra, o que é que se passa com esta gente!?

Youtubers, rappers e dj's!?

O mundo tudo perdido... mesmo a tempo dos americanos, russos e chineses darem cabo disto.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Futebol, classe e emoção

Numa altura em que se fala muito (demais) do Sporting, Benfica e Porto. Do título, dos esquemas, das jogadas de bastidores, das parvoeiras dos presidentes... gosto de me lembrar que o futebol é Arte, Técnica mas principalmente Emoção... dentro e fora das 4 linhas:

Ronaldo x Buffon


Buffon x Ronaldo


...e já agora, Rúben Neves, também com um golo do outro mundo

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Filmes, internet e robots

Quando ando a navegar na internet e me deparo com um questionário ou formulário em que aparecem aqueles pedidos de confirmação se sou ou não um robot... há sempre um momento em que os filmes de ficção científica que vi ao longo destes anos vêm à tona e, numa fracção de segundo, hesito e dou por mim a pensar: "como é que posso ter a certeza que não sou um robot!? ...ou um clone?"

Claro que é estúpido, e só dura um milésimo de segundo... mas inevitavelmente penso nisso.

São muitos filmes...

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Trump, BdC e Pandora

Para quem assiste incrédulo a tudo o que se passa com o Bruno de Carvalho e afins no futebol, o Trump e afins na política e a "N" situações no nosso dia-a-dia com gente mal educada que grita para se fazer ouvir e faz birras quando não tem o que quer, seja no trânsito, numa fila de supermercado ou atrás de um balcão numa loja ou nos correios, só tenho isto a dizer:

- quando deixam gente estúpida e mal educada ter tempo de antena em programas de reality tv;

- quando deixam que as redes sociais ditem o ritmo da vida real;

- quando dão espaço a 'ervas daninhas' para crescer, no que a política e populismo diz respeito;

- quando dão importância a notícias falsas e não procuram contextualizar o que leem;

...pois!!

Nos EUA, os Kardashian e os Trump nasceram com a criação dos canais noticiosos 24/7, com o aparecimento da reality tv e com a forma como o fenómeno O.J. Simpson foi tratado.
(recomendo a mini-série 'The People vs O.J. Simpson, an American Crime Story')

Cá as coisas têm, de facto, outra dimensão e contornos... mas vai dar tudo ao mesmo!

Abriram a Caixa de Pandora e está tudo a comer pipocas enquanto assiste na tv, no pc e no smartphone!!

domingo, 8 de abril de 2018

Sporting, novela e o palhaço

...a assistir à conferência de imprensa do BdC em directo...

jornalista: com a reacção dos jogadores e adeptos, acha que tem condições para ser presidente?
BdC: e você com perguntas dessas acha que tem condições para ser jornalista da RTP?

O homem ataca jogadores, comentadores, presidentes de outros clubes (inclusivamente com nomes feios, coisa que diz não aceitar que lhe chamem a ele!), políticos... sempre a descer de nível, caramba!!

Eu ria-me com vontade se isto não fosse a triste realidade.

Alguém que o interne, com colete de forças e mordaça!!

sábado, 7 de abril de 2018

Sporting, novela e o tirano

Estou (quase) sem palavras...

Coentrão devolvido, jogadores suspensos com notas de culpa e impedidos de entrar nas instalações, outros despenalizados porque apagaram posts...

Mas que antro de ratos é aquele!? Premeia-se a pulhice e castiga-se a rectidão, a frontalidade e o apelo ao bem maior!?

Onde estão os 6000 da AG e os 86% das últimas eleições? É isto que querem para o clube!?

Isto é um verdadeiro hino à tirania, é o que é... um apanágio à filha-de-putice e a morte súbita do espírito desportivo e democrático.

As decisões de hoje não são de um presidente-adepto birrento e com mau perder. São de um louco perigoso que precisa urgentemente de ser internado!!

Alguém que ponha fim a isto, senão o clube morre!!!

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Sporting, novela e o diabo

Face à estupefacção que trago comigo perante os últimos acontecimentos no Sporting, sendo eu adepto da equipa de futebol, o meu único comentário é este:

O BdC parece um diabo da Tasmânia, birrento, com mau-feitio e um péssimo mau perder, em espiral completamente descontrolada, a precisar desesperada e urgentemente de um high-five...

na cara...

com uma cadeira!!

sábado, 24 de março de 2018

Dylan, millennials e semanas

Antes de abordar a questão que me levou a escrever este post, queria só referir que foi com muita pena que decidi não assistir ao concerto de anteontem de Bob Dylan no Pavilhão Atlântico.

Desde 2000 vi Joe Cocker, Eric Clapton, Supertramp, o concerto de 25 anos de carreira de Rui Veloso, Doors of The 21st Century, Roger Waters, Dave Matthews Band e depois de muita frustração após repetidas tentativas a achar "ok, há uns concertos com melhor som que outros e até pode ser dos sítios de onde tenho escolhido assistir" e de ter visto de vários ângulos e em vários níveis, decidi irrevogavelmente deixar de ir ver concertos naquele sítio manhoso!

Em 2011 engoli o que tinha dito porque era outro concerto de Roger Waters, celebrando um aniversário redondinho do The Wall, e por a logística que o acompanha ser, de facto, diferente. A equipa técnica do Waters posta na colocação de colunas de som no tecto e num sistema de surround que consegue minimizar o efeito que aquelas traves de madeira no tecto, as paredes e toda a estrutura elíptica do edifício que provoca aquele 'efeito tipo bola'. Mas desde 2011 que não ponho lá os pés!

Ontem li uma fantástica crónica do concerto por um amigo músico que assistiu ao vivo...

"Bob Dylan é quase uma distopia dele próprio e dos mitos à sua volta. Se quisessem ouvir as versões dos discos, bastava ficarem à porta a ouvir os imitadores, que soam mais como o senhor que ele próprio. Lá dentro, a conversa é outra. As músicas mais conhecidas transformam-se nas mais irreconhecíveis, sinal de arrogância para alguns, liberdade criativa para outros. Para quem gosta de grandes canções e conhece bem o trabalho do artista, tanto faz. Ele que faça o que quer, ainda mais numa altura em que são os artistas a correr atrás de um público maioritariamente prepotente, que acha que liga para o 760-não-sei-o-quê e escolhe o alinhamento dos concertos. "People are crazy and times are strange".
Foi um concerto excelente, cravado de liberdade, de honestidade. Há quem se queixe que ele não dirige a palavra ao público. A sério? Letras de 4 páginas A4, galardoadas com um Nobel da Literatura não chegam? Ouves os versos de Ballad of a Thin Man e queres um Olá Lisboa?
O único factor negativo foi, como sempre e com todos os artistas, o som péssimo do espaço - o Pavilhão Gimnodesportivo de Lisboa/Altice Arena/Meo Arena/Pavilhão Atlântico muda de nome mas ninguém lá faz obras e o som é o mesmo de sempre - uma merda.
Destaco ainda os inícios dos temas numa espécie de cacofonia ao jeito de ensaio, em que um dos músicos começa eventualmente a tocar parte do tema que vai ser interpretado, mas no meio do caos, o público não consegue distinguir qual deles. Só a banda sabe. Dylan sempre foi mestre no culto da omissão.
Obrigado Sr. Dylan por continuares mais fresco e relevante que bandas de putos de 20 anos."


Claro que há vários tipos de público e num evento desta natureza, numa arena que leva tanta gente, haverá muitas pessoas com expectativas tão díspares quanto as suas personalidades e cultura musical, mas acho que há um problema grave de formação de públicos um pouco por todo o mundo.

Por mim, quando vou ver um concerto mas também quando oiço um novo álbum de um artista, mais do que decidir - e não imediatamente - se gosto ou não, tento apreciar a evolução da sua obra, contextualizar o que oiço com esse facto e principalmente aposto em interiorizar o que o artista tem para dar no momento, seja pela forma ou pelo conteúdo, desde as letras ao tipo de produção e sonoridade que apresenta. Mais técnica, menos técnica, mais alto menos alto, mais diferente ou mais comum face ao seu percurso... é uma questão de respeito!

Pode parecer 'off topic' mas gosto muito de Standup Comedy e há quem trabalhe nessa área, principalmente nos EUA (Bill Burr, Jim Jefferies...), que se queixa muito do público ao vivo e principalmente dos cromos dos blogs/tweets/etc. Esta malta mais nova (os millennials) está tão formatada e é tão conservadora que qualquer coisa ao vivo uns furos abaixo de um espectáculo tipo Beyoncé ou Timberlake ou que não tenha milhares de leds coloridos, vídeos arrojados, roupas provocantes, pirâmides de luz e o camandro, é alvo das mais selvagens críticas...

Epá, haja paciência para os haters ou alguém que os abrace com força e determinação, porque nitidamente estão com déficit de atenção e carinho! Bem, pode ser falta de mimo ou então de não terem levado umas semantas quando faziam birras em mais novos!

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Metallica, Xutos e Zé Pedro

O que acontece quando num concerto de Metallica alguém grita "TOCA XUTOS!!!"

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Chunga, kitsch e guilty pleasures

Numa conversa nas redes sociais surgiu uma boquinha sobre os Cranberries serem um guilty pleasure. Tudo bem que cada um com a sua e com os seus gostos, mas The Cranberreries? ...guilty pleasure!? ...really!?!?

Para mim, um guilty pleasure é quando alguém afirma categoricamente que não suporta Pimba e curte entrar nos comboios nos casamentos; dizer "epá, bem regado até dou uma perninha ao som de Quim Barreiros"; ou "se ela se mexer bem no varão, até engulo a banda sonora da Ana Malhoa"

Vejo este tipo de atitudes constantemente nos outros, mas eu não sou cá de pimbas, cenas kitches, chungas ou fatelas... ts...... mas o "Despacito" soa-me bem, pá! Que caraças!!